Babel

Ficha Artística e Técnica

Autoria e Encenação | Rita Sales

Dramaturgia e Direção de Atores | Fernando Casaca

Interpretação | Rita Sales, Inês Mares e João Leonardo

Promoção e comunicação | Rita Sales e Marlene Aldeia

Sonoridades | João Leonardo e Inês Mares

Espaço Cénico | Fernando Casaca

Figurinos | Rita Sales

Língua Gestual Portuguesa | Sónia Mota

Danças do Mundo | PédeXumbo

Fotografia | Pedro Soares

Vídeo | Gonçalo Sousa

Costura | Lourdes Mares, Rosa Batista e Salomé Sales Mourão

 Co-produção  Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida

 Agradecimentos | Divadlo Maskaron, República Checa | The Heart of the Dragon, País de Gales | Toc de Retruc, Catalunha

        Babel é o terceiro espetáculo para bebés criado pelo Teatro do Elefante, desta feita em coprodução com o Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida – Câmara Municipal de Montijo. A mistura de vários dialetos, sem predominâncias e pensando num mundo multilingue e multicultural, dá origem a uma língua-babel, imensamente diversa e cheia de sentidos e significados.

Pode entrar-se em Babel de olhos fechados.

Chegar a Babel é fazer-se língua e corpo comunicante.

Em Babel há vida, há gente e, há gesto.

Babel é cosmopolita feita de pulsar rural. Ouvem-se os sons e as vozes, falares antigos que se misturam com os de agora.

Babel não tem cheiro, antes tem odores. Sentimos os outros e a nós próprios, porque o teatro aproxima.

Em Babel podemos perder-nos nos risos dos outros…para nos encontrarmos, mais tarde, no nosso próprio sorriso, sem medos.

Babel é seguir pé ante pé pela raiz de uma árvore, subir cada degrau devagar e só parar lá em cima, no ponto onde se avista o mundo todo.

Em Babel ouvimos e fazemo-nos ouvir, mistura de sabores sonoros vindos de perto e de longe.

Babel conta as estórias dos viajantes, segredos escondidos dentro dos seus corpos-casa, lugares de eterno retorno. Histórias escritas na palma da mão, caderno de linhas a lembrar a folha de uma árvore. Mão-mistério contadora de histórias.

Babel, jardim suspenso da imaginação.

Babel é teatro, novo e único.

Babel não existe, constrói-se.

            Em Babel, a voz – nas formas falada e cantada -, tal como o corpo – através do gesto, do movimento, da língua gestual – ou a música – através de sonoridades recriadas de tempos antigos – interpenetram-se. Sublinham o carácter transdisciplinar deste projeto.

            Babel é escrito a partir de canções e histórias de várias culturas, propondo não a conjugação deste material mas, antes, a sua reinterpretação e reescrita.

         Acreditando que o teatro é, pela sua natureza, uma área de congregação de esforços e criatividades diversas, Babel é um espetáculo–circuito, que assume o não-contar da história, mas antes apelar à construção de várias estórias, propondo uma nova dramaturgia do espetador. Criado a pensar nos bebés e nos adultos que os acompanham, que os pensam e os sentem, toma como ponto de partida apenas tudo o que já existe.